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Grupo Paulista de Oncologia Integrada: Quimioterapia, Imunoterapia e Terapias Alvo

 

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JUNHO 2019

Cigarro eletrônico

5 diferentes prato contedo alimentos

Tem crescido o consumo de cigarros eletrônicos, principalmente entre os adolescentes e jovens adultos.

O que são os cigarros eletrônicos
Cigarros eletrônicos, às vezes chamados de vapes (ou vaps), são equipamentos eletrônicos portáteis que produzem um aerossol fino - uma névoa, um vapor de micro-gotículas de líquido - que é aspirado pelo usuário. Surgiram como uma opção ao cigarro convencional, como um substituto supostamente mais saudável e socialmente mais aceitável do fumante tomar suas doses de nicotina, sem necessitar nem da chama nem da fumaça da queima do tabaco e do papel. Além disso, algumas pessoas encaravam o cigarro eletrônico como um passo intermediário no caminho da parada total do vício de fumar.

Essa gênese levou os primeiros modelos procurarem lembrar o formato de um cigarro convencional, o que caiu em desuso. Hoje os cigarros eletrônicos mais comuns tem a forma de pequenos equipamentos eletrônicos similares a pen-drives ou pequenas caixas, ou ainda tubos que lembram uma caneta grossa. Basicamente são compostos de 4 partes: um recipiente para o líquido que é vaporizado,  alguns componentes eletro-mecânicos que transformam o líquido em aerossol, uma bateria (que pode ser descartável ou recarregável) para alimentar os componentes e uma ponteira ou bocal para o contato com a boca.

O líquido que é vaporizado e aspirado pode variar grandemente de composição, mas a formulação mais comum é uma base de propilenoglicol - um tipo de álcool mais viscoso que o etanol (o álcool comum) e/ou glicerina, base à qual são acrescidos nicotina para causar os efeitos psíquicos e aromatizantes ou flavorizantes, para dar gosto e cheiro. Também existem no mercado formulações sem nicotina e/ou contendo outros aditivos. As formulações sem nicotina apostam no hábito da inalação da fumaça ao invés dos efeitos psicoativos dessa droga.

Sucesso entre os jovens 
O cigarro eletrônico vem crescendo no mundo. Dados publicados pela Organização Mundial da Saúde (OMS / WHO World Health Organization) indicam que a indústria de vaporizadores eletrônicos de nicotina faturou mundialmente cerca de US$ 3 bilhões em 2013 com uma projeção de crescimento de 17 vezes até 2030. Acredita-se que a indústria do tabaco esteja encontrando nos cigarros eletrônicos um caminho de crescimento da produção, especialmente para contrabalançar as quedas em suas vendas provocadas pelos esforços anti-cigarro dos governos e das agências de saúde de várias partes do mundo, que tem criado campanhas de comunicação e leis restritivas ao cigarro convencional.

Parte desse sucesso do cigarro eletrônico vem do foco recente da indústria nos jovens, com campanhas de propaganda na Internet trazendo uma mensagem de modernidade e inofensividade. Além disso vários influenciadores digitais - como Youtubers e blogueiros, bem como ídolos de música são vistos com frequência usando o equipamento. Aparentemente, para a geração que cresceu conectada na Internet e portando um equipamento eletrônico nas mãos o tempo inteiro (o celular), é mais natural usar o cigarro eletrônico do que papel, fogo, fumaça, que tem uma imagem mais antiga, associada a outras gerações.

Proibição no Brasil
A comercialização do cigarro eletrônico, acessórios e refis é proibida no Brasil desde 2009, pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Também são proibidas sua importação, propaganda, publicidade e promoção. Em 2017 a AMB - Associação Médica Brasileira - divulgou documento apoiando essa proibição da Anvisa e alertando para os riscos do produto, especialmente como um iniciador do vício na nicotina nos adolescentes e jovens adultos.

Porém, apesar da proibição formal e do apoio da comunidade médica, qualquer pesquisa sobre o assunto feita hoje na Internet retorna dezenas de vendedores de diferentes modelos e marcas do produto no Brasil, com envio pelo correio e até entrega rápida por motoboy

Os riscos
Os riscos de longo prazo do uso de cigarros eletrônicos ainda não são conhecidos, porque o uso em larga escala do cigarro eletrônico é relativamente novo. Ainda é difícil se estabelecer, estatisticamente ou laboratorialmente, de forma conclusiva os possíveis danos do seu uso por vários anos, ou problemas que só vão se manifestar quando seus usuários chegarem na maturidade ou na terceira idade. 

No entanto é possível sim já estabelecer riscos de curto e médio prazo bem como indicadores de possíveis problemas de longo prazo:

Estabelecimento do vício na nicotina - O cigarro eletrônico é uma óbvia porta de entrada dos jovens no vício da nicotina, que uma vez adquirido é muito difícil de abandonar (como podem atestar todos os fumantes que tentaram parar). Por ser menos irritante das mucosas da boca e garganta que a fumaça da queima do cigarro comum, a inalação da névoa de nicotina do cigarro eletrônico pode tornar mais fácil e confortável o início do uso dessa droga.

Nicotina como “estimulador de tumores” - Embora a nicotina propriamente dita não seja considerada um carcinogênico - ou seja há relativamente pouco risco de ela iniciar diretamente o câncer, alguns estudos apontam seu papel como “estimulador de tumores”: uma vez o câncer começado a nicotina pode acelerar o seu curso. Segundo a OMS - Organização Mundial da Saúde: “ A nicotina altera processos biológicos essenciais como a regulação da proliferação celular, apoptose (morte programada das células), migração, invasão, angiogênese (criação de vasos sanguíneos novos), inflamação e imunidade mediada por células em uma ampla variedade de células, incluindo células embrionárias, células-tronco adultas, tecidos adultos, bem como células cancerosas dos tumores”.

Overdose de nicotina - A quantidade de nicotina contida em uma tragada em um cigarro eletrônico varia grandemente dependendo do líquido usado, da regulagem do aparelho e da duração da tragada. Estudos realizados em diversos amostras de diferentes marcas e tipos do líquido usado em cigarros eletrônicos encontraram uma variação da concentração de nicotina de 0 (zero) até 36 mg/ml. A alta concentração de algumas formulações  e/ou o consumo exagerado do produto pode levar a um quadro de intoxicação.

Efeitos negativos em grávidas, crianças  e adolescentes em idade de crescimento - Estudos indicam que  a exposição à nicotina pode prejudicar a formação cerebral de longo prazo de cérebros humanos ainda em formação ou crescimento.

Danos aos fumantes eletrônicos de segunda mão - As pessoas próximas ou nos mesmos ambientes que fumantes de cigarro eletrônico correm os mesmos riscos de saúde que esses, embora em menor escala, devido à exposição a uma menor concentração do vapor.

Possíveis outras substâncias perigosas - Devido à pequena e, em alguns casos, nenhuma regulamentação governamental sobre as substâncias constituintes dos líquidos usados nos cigarros eletrônicos, há grande variação e pouco controle da sua composição. Estudos feitos pelo FDA (Federal Drug Administration, o órgão regulador desse assunto no governo americano) encontraram em alguns desses líquidos substâncias cancerígenas como formaldeídos e acroleína, em concentrações similares às dos cigarros convencionais.

O GPOI comenta
Embora os possíveis danos e riscos de longo prazo dos cigarros eletrônicos ainda estejam sendo estudados, as evidências dos danos e riscos de curto e médio prazo já são são suficientes para que se evite seu uso, bem como ser necessária a tentativa de se coibir o começo do seu uso pelos adolescentes e jovens adultos.

Fontes: [1] OMS Organização Mundial da Saúde / WHO World Health Organization - Electronic nicotine delivery systems [2] Ministério da Saúde do Brasil - INCA Instituto Nacional do Câncer - Cigarros Eletrônicos, o que sabemos ? [3] Anvisa - Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Posição da AMB Associação Médica Brasileira quanto aos dispositivos eletrônicos para entrega de Nicotina [4] Folha de São Paulo - Cigarro da moda nos EUA, Juul é vendido ilegalmente via delivery no Brasil [5] Anvisa - Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa proíbe comércio e importação de cigarro eletrônico

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