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Grupo Paulista de Oncologia Integrada: Quimioterapia, Imunoterapia e Terapias Alvo

 

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MAI 2019

Intoxicações alimentares e o paciente de câncer

5 diferentes prato contedo alimentos

Alguns tratamentos do câncer reduzem a resistência a infecções e podem demandar cuidados extras com a alimentação do paciente.

Redução da imunidade no tratamento do câncer
Alguns tratamentos do câncer podem afetar negativamente o sistema imunológico do paciente, diminuir sua capacidade de resistir às infecções ou intoxicações - os ataques ao organismo por bactérias, fungos e vírus.

Isso acontece porque algumas quimioterapias e radioterapias atacam o câncer restringindo a capacidade das células cancerosas se multiplicarem rapidamente mas, como efeito colateral indesejado, também restringem a capacidade do organismo multiplicar rapidamente as suas defesas a agentes patogênicos.

Nesses casos de tratamentos que reduzem a resposta imunológica podem ser necessários cuidados extras com o risco de contaminações trazidas pela comida. Por exemplo, algumas contaminações leves de alimentos que numa pessoa saudável seriam enfrentadas pelo sistema imunológico com facilidade - com poucos ou nenhum sintoma aparente - podem causar severos problemas nesses pacientes imunodeprimidos, como cólicas, diarréia, vômitos e febre, que podem até evoluir para outros quadros mais graves.

O que provoca as intoxicações alimentares
As intoxicações alimentares são provocadas principalmente por bactérias na comida (alguns outros agentes como fungos, vírus e parasitas também podem trazer problemas de saúde, mas a maioria das intoxicações alimentares é provocada por bactérias).

A lavagem e cocção adequada dos alimentos pode remover grande parte das bactérias, mas elas podem voltar a crescer na comida depois de cozida. Já a refrigeração ou congelamento para armazenamento reduz a velocidade de multiplicação das bactérias mas não a impede nem mata as pré-existentes.

Também é importante frisar que um alimento pode estar contaminado com bactérias sem ter a aparência de estar deteriorado - estragado ou passado - porque as bactérias são microscópicas - invisíveis a olho nu - e podem causar problemas a quem come muito antes de provocarem danos à aparência ou cheiro de um alimento.

Como se pode evitar intoxicações por alimentos
Os principais cuidados para diminuir os riscos de uma intoxicação alimentar no paciente de câncer imunodeprimido são relacionados ao manuseio, preparo e armazenagem da comida:

- Lavar as mãos com água e sabão com frequência (nas pessoas que manuseiam ou preparam a comida e também as de quem vai comer);
- Só usar água tratada para lavar e cozinhar;
- Lavar cuidadosamente frutas e verduras e usar produtos próprios para sua higienização (geralmente baseados em cloro);
- Manter carne, peixe e frango cru, bem como seus fluidos longe de outras comidas;
- Lavar e/ou desinfetar cuidadosamente com produtos baseados em cloro ou álcool superfícies e utensílios que tenham entrado em contato com carne, frango ou peixe crus ou seus fluidos;
- Descongelar apropriadamente comida - recomenda-se descongelar no microondas ou em água fria trocada repetidas vezes e cozinhar assim que descongelar (não dar muito tempo à comida em temperatura ambiente para as bactérias voltarem a crescer);
- Cozinhar os alimentos até as temperaturas internas apropriadas. Embora haja variações de alimento para alimento de maneira geral se recomenda que todo o interior do alimento atinja pelo menos 75 graus C por pelo menos 3 minutos. Para que isso aconteça a temperatura externa do alimento pode ter que ser muito maior. Para segurança recomenda-se o uso de um termômetro culinário que alcance o interior do alimento, não confiar apenas na aparência;
- Respeitar os tempos de armazenamento e datas de validade de comidas, inclusive as refrigeradas ou congeladas;
- Consumir comidas depois de abrir a embalagem e guardá-las no refrigerador no máximo em 2 dias, lembrando que depois de aberta a embalagem a data de validade não é mais a que está escrita na embalagem.

Comer fora de casa ou pedir entrega de comida
Além desses cuidados com a comida em casa, ao comer fora de casa o paciente deve evitar buffets, serviços “self-service” e restaurantes por quilo onde a própria comida e os utensílios de sua manipulação (colheres, pinças e pegadores) ficam muito tempo expostos e em contato com muitas pessoas.

E em alguns casos de imunodepressão mais grave - de acordo com a orientação do médico - pode ser seguro o paciente evitar completamente comer fora em qualquer restaurante ou pedir entrega de comida, devido a não se ter controle de como essa comida foi preparada e armazenada.

Alimentos que devem ser evitados
Além dos cuidados com a preparação e armazenamento da comida alguns alimentos devem ser evitados devido ao seu alto risco de contaminação:

- Sushi, sashimi ou qualquer alimento contendo peixe cru;
- Carne crua ou mal passada, como steak tartar, quibe cru, rosbife, hamburguers ou bifes rosados ou vermelhos;
- Frutos do mar crus ou mal passados, como ostras;
- Ovos crus, mal cozidos ou pouco fritos com a gema e/ou a clara mole ;
- Comidas feitas com ovos crus não pasteurizados, como maioneses caseiras e molhos ;
- Leite não pasteurizado e queijos feitos com leites não pasteurizados;
- Queijos não pasteurizados (como alguns queijos frescos, Brie, Camembert, Feta, etc.);
- Sucos de frutas não pasteurizados;
- Patês refrigerados
- Sanduíches e saladas com ovos frios ou carnes frias (pré-cozidos) como presunto, frango, peixe ou frutos do mar;
- Peixe defumado
- Comidas curadas ou preservadas apenas por salgamento como salames e alguns tipos de presuntos
- Frutas e verduras frescas fora de casa.

O GPOI comenta
Cada caso é um caso e cada paciente pode precisar de cuidados mais ou menos rigorosos quanto à alimentação, devido ao tipo de tratamento e o grau de de imunodepressão que pode experimentar em diferentes fases.

É importante conversar com o médico que está cuidando do paciente para que ele oriente quais restrições ou cuidados são aplicáveis em cada caso específico bem como por quanto tempo antes, durante e depois do tratamento, cuidados extras com a alimentação do paciente deveriam ser tomados.

Fontes: [1] ASCO - American Society of Clinical Oncology - Food Safety & Cancer Treatment [2] ASCO - American Society of Clinical Oncology - Food Safety During and After Cancer Treatment [3] ASCO - American Society of Clinical Oncology - Foods to Avoid During Cancer Treatment [4] .S. Department of Health & Human Services - Foodsafety.org - Safe Minimum Cooking Temperatures

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