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Grupo Paulista de Oncologia Integrada: Quimioterapia, Imunoterapia e Terapias Alvo

 

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MARÇO 2019

Mês da Mulher

Rosto feminino contemplativo no mês da mulher

Em março, mês da mulher, vamos falar do câncer do colo do útero e as respectivas medidas de rastreamento e prevenção.

O câncer do colo do útero, também chamado de câncer cervical, é o terceiro tipo de tumor maligno mais frequente no Brasil e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no país. Estima-se que o Brasil terá 16.370 novos casos em 2019 e mais de 5.000 mortes pela doença. No entanto, é um tipo de câncer que pode ser combatido e prevenido, em muitos casos.

Células anormais que podem se tornar um câncer
O colo do útero é a porção final, mais baixa e estreita deste órgão feminino. Ele liga o útero à vagina e junto com esta forma o canal de nascimento dos bebês.

O câncer do colo do útero começa quando células anormais desta região começam a crescer de forma descontrolada, formando uma massa doente - um tumor. Um tumor pode ser benigno - só cresce localmente - ou maligno / canceroso - pode se espalhar para outras partes do corpo.

A ciência acredita que a maioria dos cânceres do colo do útero começa com células anormais, doentes, que se manifestam como pequenas lesões nessa região, ainda não cancerosas, que algumas vezes podem até desaparecer sem tratamento.

No entanto, como ao longo do tempo, essas células podem se tornar cancerosas, se recomenda sua remoção ou destruição nesta fase precursora ao câncer, para evitar o seu desenvolvimento no local. Na maioria das vezes esses procedimentos podem ser feitos sem danos significativos ao organismo da mulher ou à sua capacidade reprodutiva.

Fatores de risco e sua prevenção
Os principais fatores de risco evitáveis do câncer do colo do útero estão associados à infecções virais crônicas e ao vício do cigarro. Infecção pelo HPV, Herpes Genital e HIV (Aids) aumentam muito o risco de se vir a desenvolver o câncer.

Em particular o HPV parece estar ligado ao desenvolvimento da maioria das células anormais e lesões que podem ao longo do tempo tornar-se cânceres do colo do útero. O HPV é uma família de mais de 150 tipos de vírus, geralmente denominados por números, como por exemplo HPV-16 e HPV-18, os quais são responsáveis por verrugas e lesões na pele e em mucosas. Algumas dessas lesões geradas pelo HPV podem tornar-se cânceres.

O HPV se transmite através do contato da pele e/ou de mucosas entre pessoas, principalmente nas regiões vaginal, anal e na boca. Alguns estudos indicam que, além do câncer do colo do útero, o HPV também possa estar relacionado a cânceres no ânus, pênis, vagina, boca, língua, garganta, pescoço e cabeça. Esses últimos tipos de câncer tem aumentado recentemente, tanto em homens quanto em mulheres, possivelmente por mudanças no comportamento sexual, em particular o aumento na prática do sexo oral.

As melhores forma de prevenção do câncer do colo do útero portanto são evitar a contaminação por vírus oncogênicos (possíveis iniciadores de cânceres) e a realização periódica de exames para detecção de lesões precursoras e sua remoção. Para evitar essa contaminação recomenda-se:

1) Adiar o começo da vida sexual para depois da adolescência
2) Limitar o número de parceiros sexuais ao longo da vida
3) Evitar relações sexuais com pessoas que tiveram múltiplos parceiros
4) Evitar relações sexuais com pessoas obviamente infectadas com verrugas ou lesões visíveis nos genitais, ânus ou boca. No entanto, pessoas que não tenham lesões visíveis ou que tenham tido as lesões removidas podem ser transmissoras do vírus.
5) Usar camisinha (preservativo)em todas as relações sexuais
6) Vacinar as crianças contra o HPV o mais cedo possível, a partir dos 9 anos de idade.

Observação importante sobre os itens 5) e 6): A proteção da camisinha é apenas parcial quanto ao HPV, porque o vírus pode contaminar regiões circundantes à sua proteção, como a bolsa escrotal e a região externa da vagina. Já a vacina do HPV disponível no Brasil fornece proteção para apenas 4 dos tipos do HPV, quando existem 150 outros. Embora importantes e necessários, a camisinha e a vacina não substituem uma vida sexual responsável na prevenção do câncer.

O exame preventivo
O exame preventivo do câncer do colo do útero é chamado Papanicolau e tenta identificar lesões precursoras, células anormais ou o próprio câncer nos seus estágios iniciais. É um exame indolor, simples e rápido, no máximo pode causar um pequeno desconforto.

No exame, o médico introduz os instrumentos adequados na vagina da paciente, faz uma inspeção visual e retira pequena quantidade de material (raspas da superfície externa e interna do colo do útero) para serem examinadas ao microscópio em laboratório.

O exame pode determinar a presença tanto de células precursoras quanto de células já cancerosas e orientar o médico nos possíveis procedimentos a seguir. O Ministério da Saúde do Brasil recomenda o exame para todas as mulheres entre 25 e 64 anos de idade que têm ou tiveram vida sexual. Os dois primeiros exames anualmente e, se negativos, a cada três anos.

Essa recomendações de idade, intervalo e frequência de exames preventivos de Papanicolau é a mínima, que pode ser alterada a critério do médico, a cada caso particular de cada pessoa.

O GPOI comenta
Mulheres, protejam-se e previnam-se! Neste mês especial, fica aqui um grande abraço do GPOI para todas a mulheres do Brasil.

Fontes: [1] INCA - Instituto Nacional de Câncer - Câncer do colo do útero [2] ASCO - American Society of Clinical Oncology - Cervical Cancer [3] ASCO - American Society of Clinical Oncology - HPV and Cancer

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Todo mês publicamos neste espaço artigos ligados ao câncer, sua prevenção e tratamento. Visite-nos outras vezes!

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  • 2018

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  • OUT - Outubro Rosa
  • SET - Campanha vacinação HPV
  • JUL - Doe Sangue
  • JUN - Jovens, barriga e cigarro
  • MAI - Dia Mundial sem tabaco
  • ABR - Gerenciando Emoções
  • MAR - Mês da Mulher
  • FEV - 600 mil casos para 2018
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